[...] O Facebook deixou de impor gêneros predefinidos aos usuários, e desde 02 de março os usuários brasileiros já têm mais opções de identificação, além do masculino e feminino.
Além das duas identificações que já existiam, passam a constar outras 17 identificações, como “homem transexual”, “travesti”, “crossgender”, “neutro”, “FTM (mulher que está em transição para o gênero feminino)” e “sem gênero”. O usuário que não se identificar com nenhuma das identificações poderá, ainda, escrever sua própria opção em uma caixa de texto.

Com essas novas mudanças, o usuário também poderá escolher por qual pronome quer ser identificado pelo Facebook (por exemplo, “Amanda foi identificada em uma foto”). A pessoa poderá escolher se quer que o Facebook use um pronome masculino, um feminino ou um neutro. A rede social também permite que o usuário escolha quem conseguirá visualizar sua escolha. 
Vale lembrar que a identificação de gênero não deve ser confundida com a orientação sexual. Gênero é um determinado papel social com o qual uma pessoa pode se identificar. Por exemplo, um homem transexual não é necessariamente homossexual, identificar esse papel de gênero não implica em uma atração por determinado sexo.
O Facebook americano já havia sido alterado no ano passado com mais de 50 opções de identificação de gênero. Aqui no Brasil, a lista é menor porque a política foi tomada em conjunto com ativistas LGBT locais e baseada na realidade brasileira. Porém a rede afirma que a lista pode sofrer ampliações conforme a demanda dos usuários.
Bruno Magrani, líder de políticas públicas do Faceboom Brasil, disse à Folha de S.Paulo que a ideia do Facebook é que os usuários se expressem de forma autêntica e que se sintam confortáveis usando a rede.
Em novembro do ano passado o Facebook procurou o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) como uma referência para poder elaborar as alterações. Para ele, essa possibilidade demorou a chegar ao Brasil tendo em vista o grande número de usuários brasileiros nas redes sociais.

Fonte: Olhar Digital